31 de março de 2012

Você sabia? 31 de março é o Dia Mundial do Backup



Fazer backup de dados pode, muitas vezes, ser adicionado a uma longa lista de tarefas que você deve fazer com mais frequência ou eficácia, mas não são feitas. Por exemplo: usar fio dental, acompanhar o orçamento familiar, dormir mais, etc.

Se você trabalha para uma grande companhia desafiada pela explosão dos dados e rígidos contratos de nível de serviço (Service Level Agreements - SLA) ou em uma empresa de pequeno ou médio porte, você provavelmente está se debatendo com o backup - como a maioria dos consumidores.  Isso não é surpreendente, considerando que a atual tecnologia de backup é composta de uma crescente coleção de soluções pontuais que adicionou complexidade, custos e dores de cabeça para os profissionais de TI.  

A Symantec pesquisou recentemente mais de 1.400 profissionais de TI (125 na América Latina) a respeito das práticas de backup e recuperação de informações em caso de desastre. Os resultados revelaram que as tradicionais abordagens de backup estão falidas.  Na verdade, 42 por cento dos entrevistados acreditam que seu backup de ambientes virtualizados não trabalha adequada ou perfeitamente.

Organizadores do Dia Mundial do Backup buscam resolver esse problema, gerando no próximo sábado, dia 31 de março, consciência entre pessoas e organizações sobre o papel das informações em nossas vidas e a importância de regularmente fazer backup e verificar os dados restaurados.

A data é celebrada um dia antes do Dia da Mentira. E quem já passou por uma falha total de sistema e, em seguida, notou que não tinha as ferramentas corretas para restaurá-lo, entende a ligação entre as datas. A sensação de impotência quando se está trabalhando para recuperar os danos nos faz pensar que tal situação só pode ser uma mentira.

Claro que é mais fácil dizer do que fazer o backup em si para muitos profissionais de TI. Porém, acreditamos que alguns passos simples podem tornar muito mais fácil para eles eliminar o backup da lista do que deveria estar sendo feito:

  • Unir Backups físicos e virtuais: Usar uma solução única para os dois ambientes vai reduzir seus custos operacionais e o espaço de armazenamento, além de acelerar os processos de recuperação;
  • Consolidar as ferramentas de backup e recuperação de dados em um único dispositivo: Integrar os processos de backup, eliminação de duplicação e armazenamento em uma única solução vai reduzir os custos operacionais e as despesas de capital, além de simplificar as operações diárias no data center e nos escritórios remotos;
  • Combater a retenção indefinida: Backups são para ser recuperados, não para reter dados no longo prazo. Explore tecnologias que ajudam a identificar quais informações no backup são importantes para fins de processos jurídicos ou de conformidade e quais podem ser excluídas;
  • Deixe de transportar fitas: Combine os métodos de eliminação de duplicação com os de recuperação de desastres para transmitir informações através da rede (do local de produção para o local utilizado para recuperação de desastres) em vez de transportar fitas.

E como você protege seus dados?
Eu, pessoalmente, uso dois HD's externos em casa. Um de 1,5 TB + um HD de 500 GB do meu computador para músicas, filmes e todo material de trabalho e um HD de 2 TB para fazer um backup diário de tudo isso, via Time Machine. Sim, uso Mac desde criancinha... ou melhor, desde 1996 quando comprei meu primeiro Mac, um Performa 6360.

19 de março de 2012

Seminário: aplicativos x privacidade

Para presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da FecomercioSP, Renato Opice Blum, ainda falta clareza sobre a política de privacidade em boa parte dos aplicativos

 Um levantamento recente divulgado pela Nielsen aponta que as vendas de smartphones no Brasil cresceram 179% em 2011 em relação ao ano anterior. Segundo os dados, o recuo de 33% no preço contribuiu para o aumento nas vendas. Impulsionado pela popularização dos smartphones e tablets, o mercado de aplicativos lança dezenas de novidades a cada dia a fim otimizar a vida dos usuários desde o trabalho até o lazer.

Entretanto, esses programas abrem espaço para a apropriação indevida de dados, bem como outras ações que comprometem a privacidade dos usuários. Para debater o tema, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) realiza o seminário “Aplicativos x Privacidade”, no próximo dia 21 de março.

 O presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da FecomercioSP, Renato Opice Blum, ressalta que com popularização das plataformas móveis e o uso de aplicativos cresce também o número de programas que podem oferecer riscos aos usuários em relação a privacidade. “O problema é que muitos desses aplicativos não deixam claro quais serão os dados coletados”, alerta.

Segundo ele, é preciso enaltecer as discussões em torno da política de privacidade do segmento em geral. “Com a atual dependência dos sistemas móveis é preciso debater até onde vão as responsabilidades de desenvolvedores de aplicativos e usuários, e como se proteger”, complementa Opice Blum. Participam do evento, Renato Opice Blum e Rony Vainzof, presidente e vice-presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da FecomercioSP, e Francisco Cruz Maldonado, representante da Express Apps.


Serviço Aplicativos x Privacidade
Data: 21 de março de 2012
Horário: das 10h às 12h
Local: FecomercioSP 
Endereço: Rua Doutor Plínio Barreto, 285, 3º andar, Bela Vista – São Paulo

8 de fevereiro de 2012

Unesp é primeira parceira do Wikipedia no Brasil

Universidades do Exterior já ajudam a melhorar conteúdo de ‘enciclopédia livre’

Alunos das graduações em Biblioteconomia e Arquivologia do Câmpus de Marília escreveram ou reescreveram em 2011 a definição de onze verbetes da Wikipedia em português. O site funciona como uma enciclopédia digital multilíngue que pode ser consultada livremente e alterada pelos próprios usuários. Os termos reformulados foram indicados em conjunto com a Fundação Wikimedia e estão ligados à disciplina História da Cultura, obrigatória para os dois cursos.

O trabalho dos estudantes é parte de um projeto intitulado Wikimedia Education Program. Por meio dele, instituições de ensino superior ajudam o site a melhorar seu conteúdo, vinculando a tarefa ao currículo da graduação. Graças à equipe de Marília, a Unesp foi a primeira instituição brasileira a cooperar com o site, seguida pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), que participou com dois projetos em 2011. A USP deve aderir ao programa em 2012.

Mais de cinquenta universidades nos EUA participam do projeto, entre elas a Universidade da Califórnia – Berkeley, a Universidade de Colúmbia e a Universidade de Yale. No Canadá, oito instituições mantêm diferentes programas. A Índia se destaca com três universidades participantes e cerca de 30 embaixadores (líderes de um projeto específico que cuida para que o trabalho seja executado no ritmo e com o padrão de qualidade necessários).

A atividade em Marília é coordenada pela professora Maria José Vicentini Jorente, que pesquisa a Wikipedia e outras ferramentas de difusão de informações da web, como blogs e redes sociais. A função de embaixador foi assumida por Jaider Andrade Ferreira, recém-graduado em Biblioteconomia e, atualmente, aluno de mestrado em Ciências da Informação pela Faculdade de Filosofia e Ciências.

“O embaixador tem que ser alguém que reúne muitas qualidades, o que é extremamente difícil: deve entender linguagens técnicas da internet, como HTML; precisa saber coordenar uma equipe grande, que, no nosso caso, teve sessenta pessoas; e saber lidar com o aspecto humano do trabalho, mediando conflitos entre os colegas”, explica a coordenadora.

Ferreira aproveitou a experiência como ‘embaixador’ para desenvolver um estudo sobre o assunto, que resultou em seu trabalho de conclusão de curso e no projeto inscrito por ele para ingressar no mestrado na Unesp.

Um resumo do trabalho realizado pelos estudantes de Marília com a descrição das inserções da Wikipedia reformuladas por eles pode ser acessado neste link.

Nativos digitais

Inicialmente, o projeto definiu que seriam melhorados 25 verbetes relacionados à História da Cultura porque continham informações incorretas ou incompletas ou simplesmente não existiam na Wikipedia. Para concluir o trabalho, um novo embaixador deve ser preparado.

Segundo a professora, uma dificuldade para expandir a iniciativa é que a tarefa tem que ser feita de forma totalmente voluntária. “Essa questão do voluntariado não está tão bem trabalhada no país, ainda mais quando se trata de trabalhos estafantes, que exigem muito tempo e esforço intelectual.”

Outro desafio apontado por ela é a falta de noções técnicas de internet. “O modelo proposto pela Wikimedia pressupõe um conhecimento de nativos digitais, o que é adequado aos EUA e à Europa, mas ainda não é uma realidade consolidada no Brasil”, diz a professora. Ela explica que embora os jovens brasileiros sejam usuários da web, poucos entendem a linguagem de programação das diferentes plataformas digitais.