31 de maio de 2012

Como transformar a educação online




Por Christina Chaey (Tradução de Murilo Matos Mendonça)

Anka Mulder, nº. 19 na lista da Pessoas Mais Criativas da revista Fast Company, é a Presidente do OpenCourseWare Consortium, um consórcio de Instituições de Ensino Superior que advoga em favor de materiais educacionais online livres de custo e com acesso livre (tapem os ouvidos, editoras!).

"As pessoas dizem que não existe uma lacuna entre a educação online e a offline, mas isto não é verdade", diz Mulder. "O contato é aquela parte vital da educação. Disponibilizar informações online não é o mesmo que educar. Para transpor essa lacuna, temos que formar comunidades - não apenas entre professores e alunos, mas também entre alunos".

 "Quando falamos sobre aprender online, nós realmente temos que nos perguntar como a tecnologia nos está auxiliando a ensinar melhor. Neste exato momento, estamos construindo possibilidades de encontros online através de iniciativas como a OpenStudy, na qual qualquer pessoa que esteja fazendo um OpenCourseWare (um curso online livre) possa se inscrever para fazer parte de uma comunidade online, de acordo com o assunto estudado. Matemática é uma das maiores comunidades da OpenStudy, com milhares de pessoas. Como dela fazem parte tantos aprendizes, eles postam uma pergunta e 75% deles recebem uma resposta dentro de cinco minutos. E trata-se de autodidatas que não conhecem um ao outro, absolutamente".

A seguir, a íntegra da conversa entre Mulder e o fundador da Skillshare, Michael Karnjanaprakorn. sobre transformar a educação online. Karnjanaprakorn é o nº. 18 na lista das Pessoas Mais Criativas da Fast Company.

Os interlocutores: Anka Mulder é a dirigente de um consórcio de Instituições de Ensino Superior que advoga em favor de materiais educacionais online livres de custo e com acesso livre (tapem os ouvidos, editoras!). Michael Karnjanaprakor é o dirigente de uma recém-fundada iniciativa que inverte um velho ditado e transforma fazedores em professores, permitindo que alistem-se para dar uma aula sobre qualquer habilidade. Algumas das aulas são tanto online quanto presenciais, enquanto que outras são somente presenciais.

MULDER: As pessoas dizem que não existe uma lacuna entre a educação online e a offline, mas isto não é verdade. O contato é aquela parte vital da educação. Disponibilizar informações online não é o mesmo que educar. Para transpor essa lacuna, temos que formar comunidades - não apenas entre professores e alunos, mas também entre alunos.

KARNJANAPRAKORN: Na Skillshare, é exatamente isto que estamos tentando resolver: como o modelo híbrido de online e offline de fato funciona. Quando ministrei uma aula online da Skillshare para 500 alunos, muitos deles também estavam se reunindo pessoalmente em grupos de estudo para trocar ideias uns com os outros. Os contatos e a confiança estabelecidos através dessas interações físicas são muito fortes.

MULDER: E se você tem um programa educacional 100% online, isso exige muita autodisciplina. No OpenCourseWare, conversamos sobre como é realmente difícil para um aprendiz definir como ele deseja adquirir competência em um assunto. Mas aquele assunto passa a ser mais interessante se elaborarmos um percurso de aprendizado organizado a ser seguido. É difícil para os aprendizes encontrar seus próprios "pedacinhos fragmentados" de informações na Internet.

KARNJANAPRAKORN: Isto se dá porque a maioria do aprendizado online evoluiu centrado em assistir vídeos, o que não é algo envolvente. Os professores da Skillshare vem aprendendo que ensinar não tem de fato a ver com ensinar. Muitos deles vão dizer aos aluonos que leiam artigos ou assistam vídeos antes das aulas, e então irão se encontrar para um workshop ou irão sentar com os alunos para fazer algo em conjunto. Muitas das aulas são assim: interativas, mais do que apenas um professor dando uma aula expositiva.

MULDER: Quando falamos sobre aprender online, nós realmente temos que nos perguntar como a tecnologia nos está auxiliando a ensinar melhor. Neste exato momento, estamos construindo possibilidades de encontros online através de iniciativas como a OpenStudy, na qual qualquer pessoa que esteja fazendo um OpenCoureWare (um curso online livre) possa se inscrever para fazer parte de uma comunidade online, de acordo com o assunto estudado. Matemática é uma das maiores comunidades da OpenStudy, com milhares de pessoas. Como dela fazem parte tantos aprendizes, eles postam uma pergunta e 75% deles recebem uma resposta dentro de cinco minutos. E trata-se de autodidatas que não conhecem um ao outro, absolutamente.

KARNJANAPRAKORN: Eu penso que, agora mais do que nunca, existe uma grande confiança inerente entre estranhos na Internet como nunca havia antes existido. Quando as pessoas confiam na sua reputação online, você realmente pode "virar o model tradicional de cabeça para baixo".

MULDER: O próximo passo será focar em como tornar a educação online mais do que apenas ter autodisciplina e encontrar informações. O que o aprendiz pode fazer com a informação que encontra? Temos que nos certificar de que o nosso foco está na comunicação.

KARNJANAPRAKORN: Foi por isso que as primeiras aulas que oferecemos foram ofline; isso foi importante para estabelecer a confiança dentro da comunidade. Isso abre muitas portas para outras coisas que podemos fazer, sendo o ensino online uma delas.


LINHA DO TEMPO

2008: Pioneira de OpenCourseWare (materiais educacionais online livres) na Delft University of Technology, nos Países Baixos.

2010: A Delft University of Technology oferece o seu primeiro OpenCourseWare no iTunes.

2011: Nomeada presidente OpenCourseWare Consortium global em maio.

2011: Nomeada Secretária Geral da Delft University of Technology em junho.

2012: O OpenCourseWare Consortium organiza e conduz a primeira Semana da Educação Aberta (Open Education Week) para promover o movimento da educação aberta, ou dos REA - Recursos Educacionais Abertos.

31 de março de 2012

Você sabia? 31 de março é o Dia Mundial do Backup



Fazer backup de dados pode, muitas vezes, ser adicionado a uma longa lista de tarefas que você deve fazer com mais frequência ou eficácia, mas não são feitas. Por exemplo: usar fio dental, acompanhar o orçamento familiar, dormir mais, etc.

Se você trabalha para uma grande companhia desafiada pela explosão dos dados e rígidos contratos de nível de serviço (Service Level Agreements - SLA) ou em uma empresa de pequeno ou médio porte, você provavelmente está se debatendo com o backup - como a maioria dos consumidores.  Isso não é surpreendente, considerando que a atual tecnologia de backup é composta de uma crescente coleção de soluções pontuais que adicionou complexidade, custos e dores de cabeça para os profissionais de TI.  

A Symantec pesquisou recentemente mais de 1.400 profissionais de TI (125 na América Latina) a respeito das práticas de backup e recuperação de informações em caso de desastre. Os resultados revelaram que as tradicionais abordagens de backup estão falidas.  Na verdade, 42 por cento dos entrevistados acreditam que seu backup de ambientes virtualizados não trabalha adequada ou perfeitamente.

Organizadores do Dia Mundial do Backup buscam resolver esse problema, gerando no próximo sábado, dia 31 de março, consciência entre pessoas e organizações sobre o papel das informações em nossas vidas e a importância de regularmente fazer backup e verificar os dados restaurados.

A data é celebrada um dia antes do Dia da Mentira. E quem já passou por uma falha total de sistema e, em seguida, notou que não tinha as ferramentas corretas para restaurá-lo, entende a ligação entre as datas. A sensação de impotência quando se está trabalhando para recuperar os danos nos faz pensar que tal situação só pode ser uma mentira.

Claro que é mais fácil dizer do que fazer o backup em si para muitos profissionais de TI. Porém, acreditamos que alguns passos simples podem tornar muito mais fácil para eles eliminar o backup da lista do que deveria estar sendo feito:

  • Unir Backups físicos e virtuais: Usar uma solução única para os dois ambientes vai reduzir seus custos operacionais e o espaço de armazenamento, além de acelerar os processos de recuperação;
  • Consolidar as ferramentas de backup e recuperação de dados em um único dispositivo: Integrar os processos de backup, eliminação de duplicação e armazenamento em uma única solução vai reduzir os custos operacionais e as despesas de capital, além de simplificar as operações diárias no data center e nos escritórios remotos;
  • Combater a retenção indefinida: Backups são para ser recuperados, não para reter dados no longo prazo. Explore tecnologias que ajudam a identificar quais informações no backup são importantes para fins de processos jurídicos ou de conformidade e quais podem ser excluídas;
  • Deixe de transportar fitas: Combine os métodos de eliminação de duplicação com os de recuperação de desastres para transmitir informações através da rede (do local de produção para o local utilizado para recuperação de desastres) em vez de transportar fitas.

E como você protege seus dados?
Eu, pessoalmente, uso dois HD's externos em casa. Um de 1,5 TB + um HD de 500 GB do meu computador para músicas, filmes e todo material de trabalho e um HD de 2 TB para fazer um backup diário de tudo isso, via Time Machine. Sim, uso Mac desde criancinha... ou melhor, desde 1996 quando comprei meu primeiro Mac, um Performa 6360.