13 de junho de 2011
8 de junho de 2011
Educação e tecnologia: nem tudo são flores
Esta semana me deparei com a charge acima. Confesso que não sei se chamo de charge, tira, quadrinhos... mas faz parte de uma nova onda nascida na internet, essa carinhas que possuem os mais diversos significados. Elas são chamadas de meme faces. Cultura de internet em sua mais pura essência. Confesso que vi, li e achei levemente engraçado. Mas na verdade fiquei muito preocupado.
Fiquei preocupado pois a tecnologia está entrando cada vez mais nas salas de aula (antes tarde do que nunca) e se o professor não a usar de forma inteligente e como sua aliada, poderá acabar virando piada, como mostra a situação retratada acima.
A tecnologia em sala de aula vem para complementar o conteúdo apresentado pelo professor, dinamizar sua disciplina e aproximar o aluno do aprendizado usando as ferramentas que ele já está acostumado.
Mas... o professor precisa se preparar e mostrar que sabe onde está pisando, pois a tecnologia evolui muito rápido e todos nós já sabemos disso. Ela evolui e nossos alunos acompanham esta evolução. Cabe ao professor ligar a antena. Pode parecer cruel, mas é a mais pura realidade.
Em sala de aula uso blogs, Twitter, Flickr, YouTube, e-mail e sobretudo, o Moodle. Nos dias de hoje o Moodle é o melhor software para gerenciar o conteúdo de uma disciplina. Mas nem todo o conteúdo precisa estar no Moodle.
Com raras excessões, aceito trabalhos impressos. A grande maioria dos trabalhos entregues pelos meus alunos estão em blogs, Flickr e YouTube. E gerencio esse grande volume de informações no Moodle. Costumo dizer que não consigo pensar mais minhas aulas sem este excelente LMS.
Duas aplicações práticas para o uso do Moodle
• Entrega de arquivos: se grande parte dos alunos produzem seus trabalhos em Word e PowerPoint, não é preciso deixá-los que imprimam seus trabalhos apenas para gastar papel. Basta usar o recurso de entrega de arquivos do Moodle. É rápido, fácil de usar e seguro;
• Fórum para discussões: assuntos discutidos em sala de aula podem ganhar um grande aprofundamento e continuarem em casa, fora do ambiente escolar. E a melhor ferramenta para isso é o fórum de discussões. A Geração Y está muito acostumada a este tipo de recurso.
Apenas estas duas aplicações já podem causar um grande impacto do uso da tecnologia em sala de aula por motivos simples: alunos poderão entregar seus trabalhos de casa, em qualquer horário. Assuntos trabalhados em sala de aula podem ser aprofundados em discussões no fórum.
Em educação e tecnologia, nem tudo são flores, mas se o professor estiver preparado e à vontade com as novas tecnologias de informação e comunicação, colherá bons frutos dentro e fora da sala de aula.
David de Oliveira Lemes (@dolemes) - É professor da PUC-SP e da FMU. Editor do GameReporter e GameOZ. Consultor na área de educação e tecnologia.
31 de maio de 2011
YouTube e a regra de três composta
Há poucos dias me deparei com um problema simples, porém composto. E este composto eu vou explicar daqui a pouco. Recebi a seguinte solicitação de um parente muito próximo: - Você poderia me ensinar regra de três? Nada mais trivial do que uma simples regra de três. Uso constantemente para cálculos de porcentagem e proporção. Não sou professor de Matemática, mas decidi arriscar.
Para quem não sabe, a regra de três é usada para resolver problemas que envolvam 4 valores dos quais conhecemos apenas 3. Eu não uso a fórmula mais resumida do mundo, mas comigo funciona e meu interlocutor pareceu entender minha rápida explicação. Contudo, a dúvida não era tão simples assim. Além de problemas com 4 valores, a pessoa que veio com a dúvida tinha um conjunto de problemas com 6 e 8 valores. Li com atenção os enunciados e como algumas respostas pareciam bem óbvias, eu achava rapidamente as respostas dos problemas em uma lista de múltiplas alternativas.
Mas foi ai que apareceu aquela pergunta que por alguns instantes me gelaram a espinha: - Pode me explicar como você chegou nestes resultados? Confesso: eu não lembrava do processo. Sabia o resultado pela obviedade do problema, mas minha mente havia deletado o processo. Ou pior: talvez eu nunca tivesse aprendido o processo corretamente.
Recorri ao grande oráculo Google e descobri rapidamente, poucos segundos depois de me dar conta que eu talvez desconhecesse totalmente o processo, que existe a regra de três simples, a que sempre usei, e a regra de três composta. O site ao qual fui direcionado não era claro o suficiente para eu entender o processo da regra de três composta e, por mais que eu me esforçasse no entendimento das explicações, o resultado no papel nunca batia com o resultado correto. Alguma coisa eu estava fazendo de errado.
Foi então que percebi que precisava de uma explicação mais clara e direta. Uma aula mesmo. Recorri ao oráculo nº 2 dos nossos tempos: o YouTube. Lá, em poucos cliques, encontrei diversos vídeos sobre o assunto. Assisti logo o primeiro da lista e a tal da regra de três composta ainda não estava totalmente clara.
Recorri então ao segundo vídeo. O professor do vídeo era um professor no mesmo estilo "professor de cursinho" (com todo o respeito do mundo). Fala rápida e fórmulas prontas. Com ele, alcancei alguns resultados satisfatórios e outros incompletos.
Porém o resultado final veio no terceiro vídeo que assisti. O professor (um bom professor) apresentou primeiro a forma de pensar, o raciocínio correto para a resolução do problema antes de partir para as contas finais. Funcionou! Ou como diria Arquimedes, Eureka!
Todo este processo de busca pela resposta correta não durou mais do que 25 minutos. Eu tinha as ferramentas bem na minha frente: Internet e um buscador. Bastou buscar as respostas.
Recorri então ao segundo vídeo. O professor do vídeo era um professor no mesmo estilo "professor de cursinho" (com todo o respeito do mundo). Fala rápida e fórmulas prontas. Com ele, alcancei alguns resultados satisfatórios e outros incompletos.
Porém o resultado final veio no terceiro vídeo que assisti. O professor (um bom professor) apresentou primeiro a forma de pensar, o raciocínio correto para a resolução do problema antes de partir para as contas finais. Funcionou! Ou como diria Arquimedes, Eureka!
Todo este processo de busca pela resposta correta não durou mais do que 25 minutos. Eu tinha as ferramentas bem na minha frente: Internet e um buscador. Bastou buscar as respostas.
Isto me fez refletir em alguns pontos importantes, sobretudo para os professores:
1 - O professor não deve ter medo da tecnologia e sim tê-la como sua grande aliada;
2 - Não dá para competir com o Google e com o YouTube. Alunos com iniciativa sempre encontrarão as respostas antes. Cabe ao professor as melhores orientações;
3 - O professor, em muitos casos, tende a ser um roteador do saber. Como nunca dominará todos os assuntos, caberá a ele orientar os alunos onde buscar as respostas;
4 - Todos os professores deveriam ter, além do seu blog pessoal, um canal no YouTube para compartilhar seu conhecimento. A humanidade agradeceria.
Tudo isso parece muito óbvio, né? Mas para muita gente a ficha ainda não caiu. A tecnologia nunca substituirá os professores. Mas eles (nós) precisam dominar o processo. E rápido.
David de Oliveira Lemes (@dolemes) - É professor da PUC-SP e da FMU. Editor do GameReporter e GameOZ. Consultor na área de educação e tecnologia.
30 de maio de 2011
25 de maio de 2011
16 de maio de 2011
Não Existe Amor em SP...
Recentemente fui apresentado ao do trabalho do Criolo Doido. Não foi da maneira mais internética possível, mas comigo funcionou. Antes que alguém pergunte, foi nas página impressas do caderno Link do Estadão.
Após ler a matéria, a primeira coisa que pensei foi: tenho que baixar este CD... ops, as músicas em MP3, já que é impossível fazer download de algo físico (pelo menos por enquanto). Segui então em busca da página do Criolo no Facebook, já que foi citada na matéria do Link.
Uma vez na página do artista no Facebook, tive acesso ao seu site, ao link que permitia o download das músicas direto do Megauplod e também aos clipes, no YouTube, claro.
Uma maneira inteligente, fácil, barata e nos dias atuais, mais do que óbvia. Contudo, acho que são poucos artistas se aventuram por estes campos (posso estar enganado). Criolo segue a trilha e nós seguimos os links para conhecer seu grande trabalho.
A pergunta que fica é: os músicos ainda precisam das gravadoras?
Revista Veras
A Revista Veras é um periódico acadêmico do Instituto Superior de Educação Vera Cruz voltado à publicação de estudos no campo da educação, resultantes de investigações e análises de fenômenos educacionais relevantes nesse campo do conhecimento.
De periodicidade semestral, não se restringe a um segmento específico do campo educativo. Assim, todos os níveis de ensino, como todos os aspectos que envolvem o ensino e a aprendizagem, podem ser contemplados, por meio de reflexões que contribuam para uma ampla e diversificada abordagem da problemática educacional contemporânea. Para tanto, Veras esta aberta a todos os autores que quiserem compartilhar da discussão e da análise da educação na atualidade.
De periodicidade semestral, não se restringe a um segmento específico do campo educativo. Assim, todos os níveis de ensino, como todos os aspectos que envolvem o ensino e a aprendizagem, podem ser contemplados, por meio de reflexões que contribuam para uma ampla e diversificada abordagem da problemática educacional contemporânea. Para tanto, Veras esta aberta a todos os autores que quiserem compartilhar da discussão e da análise da educação na atualidade.
9 de maio de 2011
Revista FGV Online
A nova Revista FGV Online apresenta-se como uma publicação eletrônica semestral voltada para temas relacionados à educação em geral e, mais especificamente, à educação a distância.
Autores e especialistas na área são convidados a publicar trabalhos acadêmico-científicos.
Autores e especialistas na área são convidados a publicar trabalhos acadêmico-científicos.
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